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A pandemia do novo coronavírus amplificou o recurso ao teletrabalho para as profissões que o permitem, uma mudança que dinamizou as empresas mais intransigentes em relação ao trabalho remoto e abriu novas possibilidades para o futuro. Está tudo certo aqui. Mas será, mesmo, que todos querem continuar trabalhando em casa?

Alguns executivos de topo nos Estados Unidos deram a sua opinião ao Wall Street Journal, manifestando aquilo que se chama de "Cansaço das reuniões", um fenômeno que impacta quem passa a depender das reuniões online.

Depois de mais de um ano trabalhando remotamente, os executivos de bancos e das empresas tecnologias começam a mostrar insegurança em relação a continuar, inteiramente, em teletrabalho. Embora admitam que manterão a flexibilidade de poder juntar os dois regimes, mostram claros sinais de cansaço em relação às reuniões online.

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Uma das vozes mais sonantes é Eric Yuan, CEO do Zoom, a plataforma que se tornou num nome familiar durante a pandemia. "Estou tão cansado disto", indicou, na terça-feira, referindo-se às reuniões através da internet – uma vez, explicou, teve que fazer 19 reuniões consecutivas. Agora, admite que recorre às reuniões online mais espaçadamente. "Tenho fadiga das reuniões", disse.

Yuan indicou que, assim como todas as outras empresas, os funcionários do Zoom estão trabalhando a partir de casa, mas irão começar, provavelmente, a ir ao escritório duas vezes por semana, continuando remotamente o resto do tempo.

Jamie Dimon, CEO do banco de investimento JPMorgan, tem uma opinião similar. "Cancelei todas as minhas reuniões no Zoom. Isso para mim acabou", disse. O responsável indicou que os funcionários do banco irão começar a trabalhar no escritório este mês, embora reconheça que não estão felizes com o regresso. Porém, de acordo com Dimon, o trabalho remoto não ajuda à criação de novas ideias, à preservação da cultura da empresa ou à competição por clientes.

"Sim, as pessoas não gostam do percurso casa-trabalho, mas vamos fazer o quê? Queremos as pessoas de volta ao escritório e, de acordo com a minha visão, em setembro ou outubro tudo estará como era antes", terminou.